Saiba os sinais e sintomas da falta de testosterona e o que é hipogonadismo

O hipogonadismo é uma síndrome clinica que resulta da falha dos testículos em produzir concentrações fisiológicas de testosterona ( deficiência de testosterona) e/ou diminuição na produção de espermatozoides devido a patologias em uma ou mais áreas do eixo hipotálamo-hipófise-testicular.

 

Fisiologia da espermatogênese e da produção de testosterona

Adaptado do livro Guyton e Hall. Tratado de Fisiologia Médica. 12 edição. 2011. p 1025-1039.

 

A testosterona, secretada pelas células de Leydig, localizadas no interstício do testículo , é essencial para o crescimento e a divisão das células germinativas testiculares, que se constituem no primeiro estágio da formação do esperma.

O hormônio luteinizante, secretado pela hipófise anterior, estimula as células de Leydig a secretar testosterona.

A deficiência androgênica aumenta com a idade: um declínio anual de 0,4-2,0% de testosterona circulante tem sido relatado. Em homens de meia-idade, a incidência encontrada é de 6%. Ela é mais prevalente em homens idosos, obesos, com múltiplas comorbidades e estado de saúde precário.

O tipo de hipogonadismo deve ser diferenciado, pois tem implicações na avaliação e no tratamento do paciente, tornando capaz a identificação de pacientes com patologias associadas.

Sinais e sintomas associados com hipogonadismo de início tardio

Perda de libido
Disfunção erétil
Sarcopenia
Baixa densidade óssea
Depressão
Alterações de humor, fadiga e irritabilidade
Distúrbios do sono
Perda de pelos corporais
Fogachos
Perda do vigor
Resistência à insulina
Síndrome metabólica
Obesidade visceral
Ginecomastia
Diminuição das funções cognitivas

O hipogonadismo hipogonadotrófico adquirido (formas secundárias) pode ser causado por medicamentos, hormônios, esteroides anabolizantes e por tumores da hipófise. Exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética) da região selar e avaliação endócrina completa.

Como é o tratamento?

O objetivo do tratamento é restabelecer os níveis fisiológicos de testosterona e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

  • Praticar exercícios físicos/ perca de peso e aumento da massa magra
  • Alimentação balanceada e evitar alimentos industrializados
  • Eliminar medicações que bloqueim o eixo hipotálamo-hipófise
  • Diminuição ou eliminação de álcool
  • Controle do estresse
  • Reposição hormonal com testosterona se necessário depois de avaliação clínica, exames laboratoriais e cardiológicos
  • Exclusão de contra indicações

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Gustavo Franco - Urologista
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