Ejaculação Precoce

Os estudos sobre a prevalência da Ejaculação Precoce (EP) colocam essa patologia como a disfunção sexual mais comum entre os homens. Vários estudos descobriram que entre 20% e 30% dos homens experimentam EP; no entanto, essa condição geralmente não é relatada devido ao constrangimento do paciente e do médico, bem como à falta de consciência.

À primeira vista, o diagnóstico de Ejaculação precoce parece simples; no entanto, os critérios de diagnóstico já foram muito debatidos. Existem várias idéias concorrentes sobre a maneira correta de diagnosticar a EP. Uma abordagem psicológica, inicialmente usada no DSM-IV, diagnostica a patologia com base em sentimentos subjetivos, em vez de utilizar pontos de corte específicos para o tempo de ejaculação.

Usando essa definição, a Ejaculação Precoce foi definida como ejaculação antes do desejo do paciente através de uma mínima estimulação. Esse uso de linguagem vaga tinha o potencial de superdiagnosticar homens que não sofrem de EP e subdiagnosticar homens que sofrem. Recentemente, isso foi alterado no DSM-V para incluir um tempo limite de ejaculação em 1 minuto da penetração vaginal que causa sofrimento significativo.

Em contraste com a teoria psicológica, uma definição criada por Waldinger et al. propuseram que a EP fosse definida exclusivamente com base no tempo entre o início da relação sexual e a ejaculação, conhecido como IELT. A definição de Ejaculação Precoce da Organização Mundial da Saúde (CID-10) inclui tanto a incapacidade de controlar a ejaculação quanto o tempo de corte da ejaculação, segundos após o início da relação sexual. Esse debate sobre a definição de EP dificulta a avaliação e o diagnóstico para os profissionais, obscurecendo ainda mais a prevalência da patologia e atrasando o tratamento.

Muitos pacientes que sofrem de Ejaculação Precoce experimentam aumento do sofrimento, ansiedade e depressão, além de insatisfação geral com a relação sexual. O esclarecimento dos critérios de diagnóstico para Ejaculação Precoce pode permitir que pacientes não diagnosticados recebam tratamento que melhore sua qualidade de vida.

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Gustavo Franco - Urologista
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